Domingo Setembro 05 , 2010

Rui Pedro Gaspar Trincão de Oliveira

um Presidente que transpira entusiasmo...


11 de Maio de 2008

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Rui Pedro de Oliveira

O relacionamento existente entre os atletas que gostam de jogar bolas com as mãos, são prova de que com o passar dos anos se torna mais fácil pedir a ajuda de uma raquete para bater em bolas. Eu próprio, tenho uma filha que por deformação profissional, mal começou a andar a primeira coisa que lhe meti nas mãos foi uma bola de basquetebol. Claro que ainda hoje me orgulho daquilo que ela foi como basquetebolista. No entanto, a minha Alexandra Franco, hoje, zanga-se comigo, afirmando que o que eu devia ter feito quando ela começou a andar era ter-lhe metido uma raquete de Ténis nas mãos e não uma bola de basquetebol.

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da esquerda para a direita: Luís Dionísio, Samuel Carvalho e António Almeida

Quando olho para o Samuel Carvalho, o Luís Dionísio, o António Almeida, e outros ex-basquetebolistas, mas também grandes amigos de sangue, como o Mário Albuquerque, o Nelson Serra, o Quim Neves, o Rui Pinheiro... e tantos outros, terei que chegar à conclusão que de algum modo o Basquetebol está relacionado com o Ténis.
Por todas estas razões, eis que o Samuel Carvalho me pediu para eu entrar no mundo das raquetes, com um trabalho que muito me agrada que é, nem mais, nem menos, o escalpelizar de um personagem que agora, mais do que nunca, é muito responsável por uma das organizações que a todos os ex-basquetebolistas da Figueira da Foz passou a significar quase que como uma segunda casa.
Eu vivo bem longe da Figueira da Foz, mas em breve prometo visitar o “Tennis Club da Figueira da Foz”. Entretanto, enquanto não conheço o “palco” do Ténis da Figueira, vamos conhecer o Presidente daquela tão importante colectividade. Quem é Rui Pedro Gaspar Trincão de Oliveira, de nome completo, nascido no dia 1 de Outubro de 1965, filho de Rui Trincão de Oliveira e de Maria Odete Gaspar Trincão de Oliveira, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas.

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“Nasci em Lisboa, freguesia de Alvalade. O meu pai era militar de carreira na força Aérea e estava colocado na base de Sintra, razão pela qual a minha família vivia em Lisboa. Em 1969 o meu pai foi fazer uma comissão como piloto – aviador durante a Guerra Colonial, a Luanda para onde fomos viver durante 3 anos.

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Regressei a Portugal Continental com 5 anos. Vim para a Figueira da Foz, onde a minha família desenvolvia uma actividade industrial. Nessa altura, comecei a vida escolar, na Escola de Viso. Em 1970 a Figueira da Foz era uma cidade pacata, tranquila onde se vivia com grande serenidade tive uma infância magnífica, vivida intensamente com muitos amigos, cheia de actividade. Ainda hoje mantenho as amizades desde a escola primária e de vizinhança. São amizades de longa data, para toda a vida.”

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Claro que o mesmo acontece com os seus amigos moçambicanos, uma vez que também nós tivemos uma infância inesquecível, mas onde o Ténis era o Prof. Prata Dias, o Trindade, o Mitas... E pouco mais. Agora, o importante é o Tennis Club da Figueira da Foz, e o seu Presidente, prosseguiu:
“Nos anos 70 a Figueira da Foz era uma cidade em grande desenvolvimento, vinha muita gente viver para aqui. Tinha na altura 12 anos e era meu vizinho o Dr. José Rigueira, grande praticante e entusiasta de ténis.

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Dr. José Rigueira

Foi assim que, conjuntamente com o seu filho, comecei a fazer ténis aos 12 anos. Eram tardes inteiras no Clube de ténis, e na altura não havia escola de ténis. Éramos auto didactas, víamos uns filmes, batíamos muito à parede e seguíamos os conselhos e regras dos mais velhos no ano de 1981, tinha 15 anos, tornei-me sócio nº 75 de Tennis Club da Figueira da Foz. Foi assim até aos 17 anos, altura que fui estudar para a Universidade em Lisboa. Nessa altura, em virtude de uma nova realidade, dum modo de vida diferente do que era habitual numa pequena cidade como era a Figueira da Foz onde tudo é próximo e fácil, deixei de praticar ténis. Somente nas férias quando vinha a Figueira da Foz ia jogando. Mas, naquela fase da juventude vamos fazendo outras coisas, até que durante o período Universitário abandonei por completo o ténis.”

Mas esse pseudo-abandono teria um regresso com um impacto ainda maior...

“Regresso à Figueira da Foz em 1988, com 22 anos para iniciar a minha vida profissional. Só passado uns anos, e com vontade de retomar uma actividade desportiva com regularidade, recomeço a jogar ténis. Tinha 34 anos, entretanto tinha casado e tinha já 3 filhos.

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Rui Pedro de Oliveira com a família

Em 1989, quando regressei à Figueira da Foz, assumi a função de Presidente do Clube Náutico da Figueira da Foz, onde estive até 1995.
Toda a vida, vivi perto do mar, adoro o mar, a praia e barcos. Entendo que devemos tentar melhorar a condição daquilo que gostamos e os clubes e associações são a forma de desenvolver e implementar as nossas ideias. Construímos um projecto, partilhámos ideias, articulámos acções e desenvolvemos uma estratégia. Os seis anos que estive como dirigente do Clube Náutico foi uma experiência gratificante e enriquecedora.”

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Porquê o Ténis e não, outra modalidade?

“O Ténis tem uma grande vantagem comparativamente com outros desportos: É praticado ao ar livre, o que desde logo é bastante agradável.

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Rui Pedro de Oliveira enquanto participante no 1º Torneio Nocturno do TCFF

Para incentivar a prática de ténis é fundamental frequentar a escola de ténis, pois quanto mais aprendemos mais vontade temos de jogar. Além disso vamos corrigindo a técnica e definindo tácticas. O entusiasmo vai crescendo quanto mais nos envolvemos com a prática da modalidade. Em termos de princípios fundamentais, entendo como prioritário a organização e disciplina para ensinar aos principiantes, bem como a concentração no jogo.”

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A equipa técnica do TCFF

Descobrem-se novas “estrelas”?

“Temos assistido no passado recente à descoberta de grandes talentos no sector feminino, talvez com mais impacto e notoriedade do que no sector masculino. O Ténis em Portugal atravessa uma era de grande entusiasmo. Constatamos que existe muito empenho, determinação e vontade nos mais jovens. Num escalão mais avançado (Sub 18), a expectativa não é tão grande, uma vez que a carreira de tenista em Portugal não é visível. Dificilmente se incentiva uma carreira profissional nesta área no entanto, nas camadas jovens assistimos a um nível bastante interessante. De qualquer forma, penso que este é um ano fabuloso para o ténis em Portugal, visto que tivemos os melhores jogadores do mundo no Estoril Open, o que foi, sem dúvida, uma grande motivação para todos. Temos grandes tenistas em Portugal, desde Frederico Gil, Gastão Elias, Gonçalo Nicolau, Pedro Sousa.”

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Instalações do Tennis Club da Figueira da Foz

Fale-nos do Tennis Club da Figueira da Foz...

“O Tennis Club da Figueira da Foz comemora este ano 91 anos de existência, tem cerca de 750 sócios a maior parte dos quais praticantes. O Tennis Club da Figueira da Foz está localizado numa zona nobre da cidade, é um espaço amplo muito agradável com vista mar e rio.

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É um espaço de lazer por excelência. Actualmente existem 4 campos de ténis, um espaço multiusos (ringue) e uma área com aproximadamente 700 m2 para expansão. A Direcção apresentou um projecto, definiu uma estratégia que foi aceite e votada pelos sócios.
A minha principal responsabilidade é garantir o cumprimento destes projectos, gerindo os recursos financeiros e humanos envolvidos nesta tarefa.

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Rui Pedro de Oliveira durante uma sesão de trabalho da Direcção

Desenvolvemos um projecto ambicioso, com objectivos muito precisos em várias áreas, o que implica grande rigor orçamental, em virtude de ser um projecto muito exigente. É um desafio muito interessante que nos motiva e absorve por completo.
Elegemos duas áreas para dinamizar a actuação:

1 - Formação e Ensino da Modalidade
2 - Criação de pólos de interesse por forma a aproximar sócios, amigos e família do Clube.”

Pelo que nos diz, não temos a menor dúvida em como estamos perante uma organização que requer uma dedicação muito especial, não só do seu Presidente como de todos quantos fazem parte dos Corpos Gerentes.

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“A nossa actuação é organizar, coordenar e controlar politicas convergentes para alcançar os objectivos propostos.
O Torneio Escada é uma das principais actividades desportivas que organizámos para incentivar a componente desportiva, bem como fomentar o convívio entre sócios. É uma prova extremamente interessante pois tem grande dinâmica e competitividade. Está bem regulamentada, permitindo a entrada permanente de novos jogadores para este torneio e prevendo um desafio constante de todos os intervenientes até estabelecerem uma classificação entre os participantes. Além do mais, um torneio com estas características proporciona jogos entre participantes que em condições normais nunca viriam a acontecer. É um estímulo à participação, visa aproximar os sócios entre si.

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Participantes femininas no Torneio Escada TCFF
É um conceito que tem funcionado muito bem entre nós. Um dos factos principais que tem contribuído para o sucesso do Torneio Escada é a capacidade organizativa, a criatividade e o acompanhamento diário que tem vindo a ser desenvolvido pelo juiz árbitro, Samuel Carvalho. Sem dúvida que o seu desempenho em muito tem contribuído para o entusiasmo permanente que tem vindo a ser evidenciado ao longo do torneio. Tem sido uma actuação séria e responsável, onde é de assinalar a competência do Samuel Carvalho. Por seu lado os sócios corresponderam à forte motivação e dinâmica que se gerou. O Clube está de parabéns.”

Depois deste reconhecimento ao “nosso” Samuel Carvalho, uma palavra mais para concluirmos esta entrevista com o Presidente do Tennis Club da Figueira da Foz.

Para concluir gostaria de manifestar a minha satisfação na forma como todos os sócios se envolveram com o Tennis Club, sempre com grande civismo, disciplina e entusiasmo. Todos os eventos desportivos, recreativos e sociais foram largamente participados pelos sócios, o que só por si é garantia de grande sucesso. Consideramos que o trabalho que tem vindo a desenvolver com empenho, dedicação e sentido de responsabilidade é reconhecido pelos sócios, o que nos motiva e orgulha. Temos vários projectos em curso e estamos certos que dentro de pouco tempos estarão concluídos e deverá contribuir para valorizar e dignificar o Tennis Club da Figueira da Foz.

Certos de que isso irá acontecer, mais não nos resta do que agradecermos a Rui Pedro Gaspar Trincão de Oliveira e, ao mesmo tempo, de o congratularmos pelo excelente trabalho que está a desempenhar na difícil função que cumpre junto daquele que é, incontestavelmente, um dos melhores clubes de Ténis de Portugal.


Alexandre Franco,